Quem?

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"Eu triste sou calada Eu brava sou estúpida Eu lúcida sou chata Eu gata sou esperta Eu cega sou vidente Eu carente sou insana Eu malandra sou fresca Eu seca sou vazia Eu fria sou distante Eu quente sou oleosa Eu prosa sou tantas Eu santa sou gelada Eu salgada sou crua Eu pura sou tentada Eu sentada sou alta Eu jovem sou donzela Eu bela sou fútil Eu útil sou boa Eu à toa sou tua."

28 de mai de 2011

Canção das mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.


Lya Luft.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Lya Luft

23 de mai de 2011

Diálogo aberto

"Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até os limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade"



" A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa , quase vegetal"

" Só nós dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso. Só nós dois sabemos que o que se sente não se trata- e é o nome desse intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. Para lá da dilaceração dos dias, dos livros , discos e filmes que nos coloriram a vida , encontramos-nos agora juntos na violência do sofrimento, na ausência um do outro como ja não nos lembrávamos de ter estado em presença.É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim."


Trechos retirado do livro Em tuas mãos,de Inês Pedrosa.(Portugal)

E eu não preciso nem falar o quanto falou comigo esses trechos né?
Eu posso amar você, e não querer ficar com você. Seria voltar, continuar nos matando por dentro.
Eu tento salvar o resto de amor que nos ronda.
Que as brigas ainda não conseguiram aniquilar, que as palavras ásperas não cortaram ainda, e que nós mesmos na nossa ignorância, não sepultamos em nosso canteiro de mágoas.O seu amor, o meu amor, o nosso amor, está em mim, vivinho da silva, se quer saber. E eu gosto dele aqui, no quentinho do meu peito, no calor da minha pele, na ternura do meu olhar.
Prefiro que seja uma saudade, do que uma dor diária.
Eu amo você, com tanta força.
Talvez eu poderia amar você pra sempre, mas isso me tornaria responsável por outras atitudes, seria um contrato sem fins lucrativos.
Um dia eu quis muito, mas que a mim.
Hoje eu só quero descansar desse nosso amor, que me manteve ocupada durante todos esses anos. Me manteve no no nosso cativeiro. Longe de todas as dores do mundo, e sujeita as todas as outras dores, nossas.
E sim sabemos o quanto nos amamos, o quanto foi válido, o quanto foi bom.
E por esse amor, em homenagem a ele, esse nosso, é que nos separamos, que tentamos a cada dia nos afastar mais e mais.
É difícil, é árduo, é complexo, mas é o certo, é a salvação do nosso fim.
A dor é profunda, um corte do pé a cabeça, mas depois vem a calma que nos preenche e nos explica o significado de amor terno.
E começamos a entender que separar-se , deixar-se, para voltar a ser outro, é fundamental para nosso crescimento , para o nosso inteiro voltar a ser como era, e não ser mais uma metade.

16 de mai de 2011

"To na de fora"!

Há pessoas que vivem para dentro e outras que vivem para fora.

Os que vivem para dentro , pensam em si, cultivam um rei na barriga, sua dor é sempre maior que a de todos , suas perdas, suas mágoas, doem mais.
São pessoas que acreditam que conseguem viver a sós no mundo. Tolas.
Não compartilham, não dividem-se, não se dão, não recebem, não trocam.
Não respiram o outro.
Não estão disponíveis.
Usam as pessoas como objetos, como bens, como posse. Não como parte do todo.

Estou lendo um livro ,chamado : Perdas e Ganhos , de Lya Luft, e ela diz uma frase linda, que exemplifica pessoas , de dentro.
"Há quem goste de se fechar em uma caverna"
Há pessoas que tem medo de se mostrar, de se apresentar. Por se acharem inferiores, ou por se acharem muito boas? O que é um fato que me assusta.
Não olham nos olhos, não existe gratidão.
Primeiro eu, segundo eu, terceiro..?? EU!

Mas há aqueles que vivem para fora.
Onde a vida do outro é sempre assunto.
Pessoas que se anulam, que se colocam de escanteio.
O outro é sempre mais interessante. Apontam, julgam, discriminam.
A sua vida é entregue aos outros.
Aceitam tudo. Medo de estar sozinho, de sobrar.
"Não ". " Não posso hoje". Essas palavras não existem, molda sua vida de acordo com a do outro.
Me lembro de quando eu tinha uns 9-10 , depois, uns 13-16 sempre nas aulas de Ed. Física, (meu inferno astral!) eu sobrava. Antes dos jogos, eram escolhidos os participantes, duas pessoas escolhiam um por um, eu sem dom nenhum de esportista nata, era uma das últimas, salvo quando uma amiga era quem escolhia, e por amizade (só podia ser por isso mesmo), me escolhia logo de cara. Esporte nunca foi meu forte, aulas dessas coisas então muito menos. Eu ainda, para melhorar, usava um lindo óculos, as pessoas tinham medo, pena de quebrar sei lá...
Eu enrolava muito meus professores, vezes cólicas, vezes dor de cabeça, asma, gripe, triste, tpm, quando não podia mais, lá ia eu sobrar no grupinho.
Eu era extremamente preocupada com os OUTROS. Eu era a prova de se viver pra fora! Eu nem sabia que existia um , dentro.
Com isso, com esses medos, nos adaptamos aos outros, ao meio.
Pessoas que vivem para fora, são vazias, vazias de si.
Quem vive para fora , não se explora, não conhece seus limites.

Achar um equilibrio entre DENTRO e FORA, requer uma vida inteira.
Pra isso é preciso "cambalear" pra dentro, outras pra fora.
Ponto do x, só vem depois de muito auto-conhecimento.
Se permitir para o dentro, e ver se o fora não te tome na loucura.
Dentro e fora, precisam ser servos da sua auto-crítica.

13 de mai de 2011

Vida que segue!

O que vem depois ?
Depois que você já entendeu que ficar sozinha não é uma doença contagiosa, que não pega pelo ar, que não mata.
Que você já aprendeu a sair , a conversar , com você mesma , e curti isso.
Você já se conhece pelo olhar.
Defende suas opiniões .
Aprendeu que amor próprio, é um bem a ser conquistado, e não oferecido pela vida.
Conhece seus limites de cor, mas não todos, que graça teria?
Aprendeu que existem amores , que vão ficar guardados, inacabados, congelados, encabulados. E isso não é o fim do mundo.
Todo mundo tem uma ferida a cicatrizar, uma dorzinha que já esta anestesiada, um calo que não incomoda.
Aquela que você convive junto, divide o mesmo teto, é uma perda, que se hospedou. Mas que você nem se lembra mais que existe. Uma inquilina silenciosa.

Mas, então ...Depois vem o que mesmo?

Você já não quer mais ficar sozinha, porém não quer se sufocar de novo, ficou traumatizada.
Quer ser feliz. Isso é pedir muito?
Será que é tão difícil achar uma companhia que dance o mesmo ritmo , que tenha bom humor, seja espírito aberto, que compartilhe , que tenha um bom papo , que não ria da sua cara, te achando um louca surtada pela sua cabeça pra frente, mas que ria junto com você.
Ficar sozinha tem um tempo de validade?
"Seu prazo irá expirar dentro de 40 dias" Corra, ainda é tempo de se apaixonar!!!!
Mas e aí, você tem medo, paralisa, fecha pra balanço, desaprendeu a se apegar.
Está mais seletiva, não quer mais perder tempo, com sapos que fingem ser príncipes encantados, ou com príncipes que já desencantaram faz tempo.
Aprendeu a decifrar olhares; que frases podem ter duplo, triplo, e quanto sentidos você quiser.
Aprendeu que beijos não são contratos,e que nem chegam perto disso.
E que você SIM, pode controlar sua carne. ( confesso que nesse ramo, eu ainda estou em período de experiência!)Percebeu que "não" e "sim" pode parecer a mesma coisa para certas pessoas.
Atitudes podem revelar quem você é de verdade, podem mentir muito sobre você, ou mostrar que você ainda não se conhece.
Sacrificar, não é amar, e vice - versa.
Se anular para ter aceitação de outras, é inconseqüente.
Observou que quando se sentir culpada demais, que pedir muitas desculpas sempre, que vigiar o que fala, é que você precisa sair correndo dessa relação. AGORA!
E que pessoas dão sinal o tempo todo, esteja atenta a captá-los.
Eu disse atenta, e não pateta.


E continuando, depois.....
O depois ninguém nunca vai saber,a vive , paga pra vê, se deixa levar, se joga de corpo e alma, mente ....Segue o fluxo. Faz planos, desfaz todos. Desconstroi .
E o que vier é lucro. Tem coisa melhor?

10 de mai de 2011

De que jeito é o seu amor?

Por que você ama quem você ama?

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

Martha Medeiros

9 de mai de 2011

A flor da pele.

Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme. A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

Isso nunca aconteceu com você? Reluto entre dar-lhe os parabéns ou os pêsames. Por um lado, é ótimo ter controle absoluto de todas as suas ações e reações, ter força suficiente para resistir ao próprio desejo. Por outro lado, como é bom dar folga ao nosso raciocínio e deixar-se seduzir, sem ficar calculando perdas e danos, apenas dando-se ao luxo de viver o seu dia de Pigmaleão.

A carne é fraca, mas você tem que ser forte, é o que recomendam todos. Tente, ao menos de vez em quando, ser sexualmente vegetariano e não ceder às tentações. Se conseguir, bravo: terá as rédeas de seu destino na mão. Mas se não der certo, console-se. Criaturas que derretem-se, entregam-se, consomem-se e não sabem negar-se costumam trazer um sorriso enigmático nos lábios. Alguma recompensa há de ter.


Por Martha Medeiros.

4 de mai de 2011

Out

Eu te odeio.
Com todas as forças possíveis.
De todas as formas de se odiar , eu odeio você.
Odeio com meu corpo.
Odeio com minhas lágrimas, odeio minhas lágrimas.
Odeio por dentro, odeio por fora, odeio o todo, odeio tudo.
Odeio de odiar mesmo.
Acabo me odiando, por ter acreditado algum dia em você.
Só de lembrar das suas palavras, suas megeras palavras, mesquinhas palavras, inúteis palavras, enfâmes palavras, malditas palavras, eu te odeio mais!
E mesmo te odiando, muito, não consigo tirar você de mim, me desfazer.
Parece um troço, uma peça solta no tabuleiro, um móvel fora do lugar.
Uma roupa que não me caiu bem,e que assim que cheguei em casa quis trocar, mas não consigo me desprender.Eu até que gostei dela no meu armário, junto com as outras.
Eu me acostumei com essa peça.
Você me corrompe, me incomoda. Mas não me enlouquece.
Você é um desconforto, mais confortável. Você se acomodou em mim.
Você se esqueceu em mim. Esqueceu de se buscar.
E eu não sei como te entregar para você.
Você esqueceu de aprender o caminho de volta.
Comeram suas migalhas de pão.
Você passou uma temporada, aqui na minha casa, no meu coração, na minha vida, e esqueceu suas coisas em cada cômodo.
E agora cada lugar que eu passo, tem coisa sua. Cada parte de mim, tem você.
E como eu odeio isso. Odeio muito, demais, pra caramba, odeio so much!!!
E pelo que eu vejo, você não quer se buscar. Você gosta disso. Desse jogo. Dessa agonia. Dessa cólica, dessa asia que você causa em mim.
Eu me lembro da nossa despedida, lembro do meu tchau. Mas não lembro de você indo embora. Você se escondeu , em algum lugar aqui dentro de mim, e eu não te acho por nada nesse mundo.
Eu ouço seus passos, ouço sua voz, sinto seu cheiro, mas te achar, eu não te acho.
Não vejo você. Não te enxergo. Mas te sinto, e te odeio.

3 de mai de 2011

Enquanto durar...

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

Por Martha Medeiros

2 de mai de 2011

Pode invadir.

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sózinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!


Por Martha Medeiros