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"Eu triste sou calada Eu brava sou estúpida Eu lúcida sou chata Eu gata sou esperta Eu cega sou vidente Eu carente sou insana Eu malandra sou fresca Eu seca sou vazia Eu fria sou distante Eu quente sou oleosa Eu prosa sou tantas Eu santa sou gelada Eu salgada sou crua Eu pura sou tentada Eu sentada sou alta Eu jovem sou donzela Eu bela sou fútil Eu útil sou boa Eu à toa sou tua."

28 de set de 2011

As capacidades.

Há pessoas que tem a capacidade de amar.
O desconhecido
Os outros
Acima de tudo
Amar, pelo prazer de amar.
Que se arriscam na aventura de uma relação a dois. E mesmo que nada termine bem, estão novinhos em folha para outra. Eles amam, e só.

Há pessoas que tem a capacidade de se iludir.
Acreditam em todas as anedotas que lhes contam.
Vivem no mundo mágico de Alice. Preferem o lúdico, do que o óbvio.
Sonham mais, do que realizam.
E se tudo de mais enjoa, viver no mundo da lua sempre, me dá ânsia.

Há pessoas que tem a capacidade de magoar.
Pisam, pulam em cima, e estraçalham aquilo que você leva no peito, seu amor.
Não pensam antes de falar, não pensam antes de nada, tenho até dúvidas que se um dia pensaram em alguma coisa.
Seguem a vida desconstruindo relações.

Há pessoas que tem a capacidade de serem amigos.
E isso realmente, depende de uma bela capacidade de envolvimento.
Conseguem poucos, mas os melhores. E os levam pra vida toda.
E em tempos que parar durante 5 minutos para ouvir o problema de alguém é um ato divino, ser amigo é um milagre!
Capacidade de se relacionar com pessoas de verdade. E não compartilhar postagens.

Há pessoas que tem a capacidade de serem felizes.
Tarefa árdua.
Leva um tempo, para começar a entender o sentindo da felicidade, e depois para tentar ser.
Tentar a felicidade em cada escolha, em cada relação, em cada esquina da vida, é um ato heróico.
Um trabalho para poucos, deixar que o acaso sirva como um GPS  para os aprendizados.
Acreditar que a vida é uma só, se vive uma única vez, e que por isso temos que abraçá-la forte, e não deixar escapar nenhum segundo.

Eu ainda.

Eu ainda choro nos finais de novela.
Eu ainda sorrio quando vejo uma criança brincando.
Eu ainda tenho uma vontade louca de aplaudir, quando me deparo com um lindo pôr-do-sol.
Eu ainda acredito em finais felizes, como os dos filmes. Do tipo: Felizes para sempre.
Eu ainda me emociono com declarações de amor.
Eu ainda tenho fé nas pessoas.
Eu ainda olho para um futuro incerto com esperança.
Eu ainda conjugo o verbo esperar.
Eu ainda anseio por tudo que a vida há de me oferecer.
Eu ainda quero ser uma profissional de caráter interventivo, e fazer muito pela classe trabalhadora.
Eu ainda creio, ainda sinto, ainda falo, ainda respiro.
Eu ainda penso que abraços curam doenças da alma.

Mas, até quando?

25 de set de 2011

Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade... Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz... Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais.




Martha Medeiros

24 de set de 2011

"[...] Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique."

22 de set de 2011

Verdades Essenciais de Crescimento Pessoal

1. Que a minha vida é só minha e que ninguém vai poder vivê-la por mim ou no meu lugar 2. Que, diante do meu menor descuido, indecisão, inconsciência, dúvida a respeito de quem eu sou e do que eu quero aparecem candidatos de todo lado dispostos a assumirem o controle integral sobre a minha vida.
3. Que cabe a mim - e tão somente a mim - decidir se eu quero, devo e posso seguir os padrões de comportamento que me são impostos pela sociedade.
4. Que, ao romper com os padrões que eu julgo que não devo seguir estou renunciando aos "favores, prêmios, aplausos e presentes" que a sociedade normalmente reserva aos fiéis cumpridores dos dogmas de conduta que lhe são impostos.
5. Que a liberdade de escolha é o maior bem de todos; não há nenhuma recompensa que compense a perda da minha liberdade.
6. Que eu estou na vida para viver e não para provar para os outros o que quer que seja.
7. Que o que os outros pensam de mim não é da minha conta, mas o que eu penso de mim é totalmente da minha.
8.Que é através de atitudes e ações concretas que eu me torno, de fato, dono da minha vida.
9. Que sem ousadia a vida fica um saco
10. Que a vida é muito passageira para ser levada tão a sério




Ainda me encontro na estrada, com muito chão pela frente, mas sei que também já caminhei um bocado e que tenho muito o que comemorar, principalmente por ter aprendido que: Eu sou o primeiro responsável pela minha felicidade.

Os rumos que a minha vida pode tomar

dependem essencialmente da minha própria vontade.



Não sou vítima de nada

nem de ninguém, realmente.

Quem me obriga a fazer igual?

Quem me impede de fazer diferente?



É desculpa esfarrapada

dizer que alguém está me obrigando,

ou que alguma coisa me prende:

- consciente ou inconsciente,

tudo que faço, faço voluntariamente.



Sou eu que escolho a estrada

e que sigo - ou não - em frente



Geraldo Eustáquio de Souza

20 de set de 2011

Nem se fosse boa em mímica.

" E ainda se eu falasse a língua dos anjos...."

Existem certas pessoas, que nem  falando a língua de gente, você é entendida.
Dialeto de índio, língua de animal, de criança, de adulto, de jovem, qualquer tipo de expressão, libras, no berro mesmo , nem assim, nada acontece.
E aí você para de se comunicar, e a mesma coisa, nada! Ou seja, tem pessoas que não querem entender absolutamente nada. E nós que somos feitos de compreensão, de toque, de troca, ficamos a ver navios.
Mergulhados em coisa nenhuma. Não sabemos se vamos, se íamos, e ficamos, ou se fomos.
Em tempo que, curtir e compartilhar é o máximo da comunicação universal, os que olham, os que sentem, os que abraçam, os que falam o que sentem, os que esperam respostas, os que se entregam, ficam bagunçados em meio ao nada.
Eu particularmente, sou da turma desses que esperam a resposta do outro lado. Para terem  certezas que estão vivos, que ainda tem gente vivendo em outra atmosfera.
Me perco no meio do eco. Do vazio, daquilo que não existe, do duvidoso.
Preciso de fatos, de falas, de formas, todas as formas.
Sinto aqui na pele. Não guardo nada, reparto o acúmulo de coisas que me sobrevoam.
Desse lado daqui,  as pessoas foram criadas a base da troca, e aí? Você, quem seja quem for.
Eu acho as vezes que sou tão clara em relação aos meu sentimentos, as coisas que passo fio a pensar, mas não, quando me deparo, com o silencio do outro, começo a me assustar comigo mesma.
Na força obstinada em relacionar, na paciência de esperar, o que mas recebo é miséria de trocas.
E sinceramente, estou ficando cansada de nadar, nadar e nada.
Do verbo, farta, exausta, fora de forma, sem ar .

Podem querer me converter ao add, aos bate-papos, as mensagem particulares, torpedos, digitalizações dos sentimentos, eu sou cativa do corpo a corpo, do sentir na pele, do olho no olho, do toque, da fala, o português bem claro. A regra é clara, só se chega quem quer ser sacudido, e não compartilhado.

19 de set de 2011

De dentro , para fora.

"O transe poético é o experimento de uma realidade anterior a você. Ela te observa e te ama. Isto é sagrado. É de Deus. É seu próprio olhar pondo nas coisas uma claridade inefável. Tentar dizê-la é o labor do poeta."




Adélia Prado

18 de set de 2011

Na pele, na alma, no espírito.

"Um dia virá que todo meu movimento será criação, nascimento, eu romperei todos os nãos que existem dentro de mim , provarei a mim mesma que nada há de temer, que tudo o que eu  for será sempre onde haja uma mulher com meu princípio , erguerei dentro de mim o que sou um dia "

Clarice Lispector.


Essa coisa linda está escrita na primeira página do meu mais novo livro , chamado: Politica Social -Fundamentos e história. Se já não bastava tudo que tem dentro desse belíssimo convite a história, há também minha amada Clarice. Que inspira, que cativa , que orienta, quem quer que seja.
E que assim seja, criação, movimento, nascimento, motivação, que cada dia seja um novo.
Que não me cesse forças para mudar o que tanto quero, para garantir, para conciliar, para decifrar, e deixar as claras. Que nunca me falte ar. E que venham Clarices, Cecílias, Adélias, Marthas,...e quantas mais quiserem brotar, para que em mim, nunca morra o sopro da vida!

14 de set de 2011

Sobrados, Subúrbios e Sentidos


Essas ruas de subúrbios meus, tão meus, me dão,
Com os seus sobrados deixando a mostra seus rebocos,
A sensação estranha de me sentir pavorosamente oco,
E de que o tempo me escapa por entre as mãos.

Despertam em meus sentidos uma nostalgia,
Uma angústia doce de imagens que apenas imagino,
De rever o rosto de mim mesmo quando era menino,
Fazendo coisas que hoje eu nunca mais faria.

Com suas datas nas fachadas, mil novecentos e dezoito,
Dezessete, Quarenta. Deixam meu coração afoito,
Ao não saber quando e como ali viveram gentes, enfim.

Esses subúrbios e seus sobrados me deixam pensativo,
De um pensar em viver num tempo diverso do que vivo,
Subúrbios e sobrados que me deixam mais próximo de mim.


Társis Sarlo

Fôlego de vida!

Saudades do que já se teve.
Saudades do que que nunca lhe pertenceu.
Saudades do que estar por vir.
Saudades , nem sempre é ausência, mas a expectativa do que vem, do novo, do que surge.
É aquilo que nos preenche.
De certa forma, muitas vezes precisamos nos desfazer daquilo que nos completava até certo momento, para no escuro profundo que é a magia do desconhecido, nos lançar na forma mais sutil da vida, o amor que nos resgata de nós mesmos e nos prepara para a vida , essa aí que bate na nossa porta todos os dias pela manhã.

7 de set de 2011

Venha o que vier, mas venha pra ficar.

‎"Não quero que finja sentimentos por mim, não quero que segure a minha mão se tem a intenção de soltá-la. Só quero o que for verdadeiro."






Sábias Palavras.

2 de set de 2011

Há o amor...




.." Há os que sofrem quando a guerra acaba, pois ao menos tinham um ideal, e agora não sabem o que fazer com um futuro de paz"...

Assim diz  uma crônica que li da amada Martha Medeiros, tirado do novo livro da mesma : Feliz por nada.
E era exatamente nisso que venho pensando.
E o depois?
Você acabou com todo o sofrimento que lhe cercava, toda desordem , todo caos, hoje já não mais existe. Você já caminha para um futuro incerto, mas em paz.
Mas tá, e aí?
Sei que há aqueles, que curtem e atraem um amor tranquilo.
Tudo é conversado, tudo se pensa no bem dos dois, é tudo um comum acordo.
Sem brigas, falam baixo. Até os beijos são controlados, sincronizado.


Há outros que são desapegados mesmo. Desatentos, desinteressados.
Não se importam, não questionam, nem se dão satisfações. Parece uma relação aberta, mas entendam não é.
Pode acontecer até de terminarem, e nem se tocarem o acontecido.


Além desses, há outros , que modéstia a parte fazem mais meu tipo, que são intensos nas suas relações. Passionais até o fim. Ou amam , ou odeiam, é oito ou oitenta.
Esses amam até o fim, esses sangram por dentro. São chegados a uma boa discussão, a falar alto.
Gostam de movimentos, nada parado, nada morno, eles são quentes, fervendo.
Gosto disso, do arder.
Amor sem uma boa sacudida, não é amor pra mim.
Término em paz então, muito menos. 
Esses são daqueles. que brigam mesmo depois de terem terminados.
Cada um pro seu lado, mas não conseguem deixar o outro em paz.
Não se desprendem. Parece uma loucura pra você, e de fato normal não é, mas pra eles, é o que conseguem fazer, até se curarem desse amor.


E por essas questões, eu me indago, afinal existe manual do amor?
E na mesma velocidade que escrevo a pergunta, já pula a resposta,  NÃO!
Amor certo, amor errado, é invenção de alguém que de fato nunca amou.
Cá entre nós, quem nunca sofreu de amor? Quem nunca perdeu a fome, por saudade, ou por paixão? Quem nunca derramou centenas de lágrimas em cada despedida? Ou em cada acerto de contas?
Isso é amar. É estar vivo, é sentir a flor da pele, é a troca, são as várias tentativas.
Felizes são os que amam sob qualquer circunstância, esses sim estão se preparando para a vida.
E entendam, não sou a favor de humilhação, de falta de respeito, de baixa auto estima. 
Eu sou a favor, da felicidade, do prazer, da realização, e sei que tudo isso tem um preço.
Sou a favor, daqueles que pagam o preço da sua felicidade, com gosto.
E que venham os amores, de todas as suas formas. 
Eu estarei aqui, aberta, e pronta (talvez) para recebê-los!